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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sereia Franciscana

Delírios. Sou teu ébrio e doidice
feito da lama e da areia. Sereia franciscana
me dar de beber do teu ventre.
Robson Rodrigues

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mariposa

Mariposa. Asas e aspas e risos
vestido florido e beijos. Voejantes fabulam
o alo da lua e arcos da claridade. 

Robson Rodrigues

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Escritório de Serviços e Projetos em Uauá e Região

Pedra do Índio em Uauá - Bahia

A Pedra do Índio localizada na Fazenda Tamanduá, há 20 Km do município de Uauá Bahia, é um dos sítios arqueológicos mais bonitos da Região. Sua formação é intrigante, formada de rochas graníticas, sobrepostas umas nas outras de forma super equilibrada. A pedra desperta a curiosidade dos visitantes, pois, não se consegue entender como pedras tão grandes e pesadas conseguiram se equilibrar de tal maneira. 

Além de muitas pinturas rupestres, diversas espécimes da caatinga, o lugar tem a simpatia e hospitalidade dos moradores. Dona Graça e Dom Celso, por exemplo, tem sido Guardiões daquele Sítio. A casa deles, que fica próximo ao local, sempre recebe pesquisadores, fotógrafos, e tantas outras pessoas que passam para visitar o sitio. Dom Celso é uma figura ímpar, conhecedor da caatinga como poucos, de causos e estórias fascinantes, Costumo dizer para meus amigos que visitar a Pedra do Índio sem tomar um cafezinho na casa de Dom Celso não é a mesma coisa. 

Fotos e Texto: Robson Rodrigues 
Colaboração no ensaio fotográfico: Patricia Oliveira     
Dona Graça alinhavando 

Dom Celso

Patricia Oliveira olhando as pinturas rupestres 

Filhote de Acauã 

Flor de Angico

Patricia Oliveira

A caatinga 











O cantinho do Celso e da Graça

JERÔNIMO RODRIGUES RIBEIRO - “O ÚLTIMO DOS CORONÉIS DO SERTÃO”

 O BERRO DO BODE - Hoje 12 de Dezembro é Um Dia Especial

Nonagésimo Oitavo Aniversário

 Foto: Robson Rodrigues
                                    

JERÔNIMO RODRIGUES RIBEIRO – Nasceu aos 12 dias do mês de Dezembro de 1916. Criou-se na fazenda Pocinho, próximo a Patamuté, município de Curaçá. Homem simples, instruído pela vida, com rara capacidade criativa e receptiva, afirmou-se como conhecedor das coisas do sertão e particularmente, da natureza e do sentimento de seu povo.
Experiências na vida de trabalhador foram várias: Vaqueiro, auxiliar de bodega, caixeiro, atendente de farmácia, pinhão de bule de caminhão, foi garimpeiro na mina do mimoso, foi também funcionário dos correios e telégrafos (aonde veio a se aposentar) também poeta cordelista e escritor.

É testemunha da passagem da Coluna de Luiz Carlos Prestes “O Cavaleiro da Esperança”, também do bando do rei do cangaço Lampião. Conhecedor dos fatos referentes a primeira batalha das tropas oficiais da república comandada pelo o tenente Manoel Pires Ferreira e os devotos de Antônio Conselheiro, fato este ocorrido no arraial de Uauá no dia 21 de Novembro de 1896.

Bom conselheiro, homem de convicção partidária, incentivador da vida social, cultural e política de Uauá. Casou-se com a senhora Maria Borges no ano de 1938, constituindo sua plebe composta de seis mulheres e dois homens: Professora Maria do Carmo Ribeiro, professora Maria de Fátima Ribeiro, Irmã Rosa, Maria Auxiliadora Ribeiro, Iza Ribeiro, Maria Perpétua Ribeiro, José Borges Ribeiro e Francisco de Assis Borges Ribeiro (Di Assis).

Como líder comunitário de Uauá, iniciou-se na política sendo eleito prefeito num primeiro mandato, em 1948.
Elege-se prefeito para o segundo mandato que exerceu no período de 1956 a 1959.
Em 1962 assume o cargo de prefeito pela terceira vez exercendo o mandato até 1966.
E pela quarta e última vez é eleito prefeito de Uauá, exercendo o mandato de 1970 a 1972, período em que aconteceu a realização da Primeira Exposição Nacional Especializada de Caprinos e Ovinos de Uauá.

Defensor da construção do açude do rodeadouro, da criação do Colégio Estadual Nossa Senhora Auxiliadora, também defensor da perenização do Rio Vaza Barris.    
Noventa e oito primaveras não são obstáculos para que se deixe de acrescentar algo a um mundo acrescentável e carente.

Jerônimo Rodrigues Ribeiro – “ O Coronel Jerônimo” como tratam os que lhe admiram nos seus noventa e oito Janeiros, aos 83 anos tem sua primeira obra editada, o livro – Uauá História e Memórias, um verdadeiro legado para o seu povo.
Podemos por assim dizer, que o Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro é o maior símbolo cultural e político do sertão de Canudos.

Homem de memória prodigiosa, de tamanha inteligência, sabedoria de matuto, autodidata, o vaqueiro, escritor, poeta cordelista assim se pronuncia em um de seus versos:
Nesta vida tudo passa/ e por mais que agente faça/ quem agüenta é o coração/ Assim é que é o vaqueiro/ entre os mártires o primeiro/ Tudo sofre mais não deixa o sertão.
Uauá tem a oportunidade de partilhar com o nonagenário Coronel Jerônimo, algo mais que sua sabedoria, sua sobriedade, também a sua altivez e acima de tudo o seu legado cultural.

O seu legado é patrimônio de todos os filhos amados da cidade luz, vaga-lume que pisca e insiste em brilhar – Uauá.
Coronel Jerônimo é motivo de alegria, é planta velha que se renova a cada dia, nos trazendo flores novas cheirosas, capaz de tocar a sensibilidade das pessoas simples, e por fim, consegue o coronel, agregar o referencial da cultura e da política da nossa Uauá.
Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro patrimônio vivo dos pirilampos, patrimônio de um povo que aprendeu amar.

Editorial de O Berro do Bode Por Ocasião do Nonagésimo Oitavo Aniversário do maior líder político da história de Uauá.

Por: BGG da Mata Virgem 



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Campanha: O despertar sem fome

Esse é um momento de muita reflexão, onde eu convido vocês a inciarem um novo momento em plena ação! 

O Despertar sem Fome, nasceu através da ajuda de cada um de vocês! 
É com muito amor que venho novamente solicitar a colaboração de todos para que essa Campanha seja realizada. 


Ela beneficiará Famílias que vivem no Sertão da Bahia e passam por situações difíceis. 
Gostaria de unir essa força para que isso se torne real. 


Você pode nos ajudar comprando um Cartão com uma belíssima Poesia do Grande Poeta Zecalu Guimarães Elpídio ou fazendo doações tais como: Alimentos não perecíveis, brinquedos para crianças. Qualquer ajuda é bem vinda, seja ela dada de coração! 


O valor do cartão custa R$10 aqui no Rio de Janeiro, para outras cidades custa R$15, Caso queira adquirir deposite o valor em uma dessas contas:


Banco do Bradesco Conta Poupança: 51511-6 Ag: 3571-8
Banco do Brasil Conta Corrente: 19.536-7 Ag.: 4279-x
Nome: Carla Andreia Abreu de Santana 


As pessoas que realizarem o pagamento, envie o comprovante junto com o seu endereço via whatsapp 21 - 99897-9833.


Andréa Abreu de Santana 
Coordenadora

Começa a Safra de Umbu em Uauá

Com condições perfeitas de chuvas, boa florada, a safra de umbu em Uauá este ano será muito produtiva e com ótima qualidade. 




Cachaça Uauá


Exposição 'Traços do Sertão' mostra desenhos a bico de pena em Petrolina

Exposição está aberta à visitação até o dia 20 de janeiro no hall da Univasf. Os desenhos expostos utilizam a técnica de bico de pena.




O universo do cangaço, o cotidiano do homem sertanejo e as catadeiras de umbu. Essas são algumas cenas retratadas pelo artista Gildemar Sena na exposição “Traços do Sertão”, que está aberta à visitação até o dia 20 de janeiro, no Hall da reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), campus Petrolina, no Sertão pernambucano.
Mais de 15 desenhos expostos foram feitos utilizando a técnica de 'bico de pena'. “Eu uso uma caneta com bico bem fino e que assemelha aos traços do bico da pena, é uma coisa moderna. Há 15 anos, trabalho com essa técnica e outras também”, explica.
Exposição reúne desenhos com técnica de bico de pena (Foto: Amanda Lima / GloboEsporte.com)Exposição reúne desenhos com técnica de bico
de pena (Foto: Amanda Lima / GloboEsporte.com)
Para produzir os desenhos da exposição, Gildermar utilizou como inspiração o Sertão. “Eu tenho algumas gravuras e desenhos que retratam o universo do cangaço, o cotidiano do homem do campo. Mostro as catadeiras de umbu em Uauá, inclusive essas gravuras eu levei para Itália em 2010 que mostram o processo de colheita do umbu”, conta.
A última exposição que fez foi realizada na Feira Internacional de Artesanato (Feicartes) no mês de maio deste ano. "A expectativa é boa, quero divulgar mais o meu trabalho no Vale do São Francisco. Eu iniciei com gravuras, com desenhos em grafite e fazia mais em papel ofício, mas era uma linguagem que não é valorizada pelo mercado. Depois comecei a trabalhar com bico de pena”, conta.
Gildemar Sena tem 57 anos. Ele é natural de Juazeiro-BA. Mas, mora e trabalha com arte há mais de 40 anos em Uauá, na Bahia.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O torcedor brasileiro é do tipo imbecil.


O torcedor brasileiro é do tipo imbecil. Quando o Time vai bem estão lambendo as chuteiras dos jogadores, basta uma derrota e queimam a bandeira do nosso país. 

Veremos que o hino cantado a capela era apenas uma empolgação, e que logo foi trocado por vaias e 'olés' contra nossa seleção. A seleção brasileira não foi bem, e daí?? é futebol, tem de tudo. Agora vaiar nossos jogadores, cantar 'olés' deixando-os ainda mais tristes??? Queimar a nossa Bandeira? Que tem haver isso? Respeitando os torcedores de verdade, aos que acham que vão resolver as coisas com essas atitudes, desejo que enfiem a cabeça na areia para não enfrentar a realidade.

Temos outras oportunidades pela frente, nada se acabou por completo, temos de montar novamente a seleção e jogar futebol pra valer. Temos de incentivar os meninos das comunidades com equipamentos, acompanhamento técnico, material, espaços melhores, daí sim seremos campeões, porque vamos ter tantos craques que será muito difícil de escolher os melhores. Agora enquanto formos enrolados pela mídia, deixados de lado pelo interesse das grandes empresas e pela FIFA, dando a um jogador privilégios milionários e tirando dos pés de nossas crianças as oportunidades de melhorarem seus talentos seremos uma seleção sem brilho.

Ao invés de queimar a bandeira do nosso país, vamos protestar contra a privatização das torcidas, contra salários de 5 milhões por mês para jogadores e técnicos; contra 26 bilhões para uma Copa de riquinhos?

Eu acredito no Brasil, não somente nas copas do Mundo, a bandeira do Brasil é hasteada em minha casa todos os dias, nas ruas faço a minha parte para melhorar o nosso país, no trabalho sou honesto, tento fazer o melhor de mim para melhorar a realidade das classes mais carentes, não aceito nenhum suborno, não facilito favores.

É isso que faço pelo Brasil, colaboro em tudo que for possível para a manutenção das culturas populares, da liberdade de expressão, para as melhorias na condição de vida dos nossos irmãos, amigos, familiares, colegas de trabalho. Só assim, seremos bos de bola e bem de vida.

Antes do Futebol somos um país cheio de gente boa, pessoas respeituosas, as quais acredito que estão pensando comigo, e se envergonham ao ver em chamas a nossa bandeira.

Robson Rodrigues