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quinta-feira, 12 de março de 2015

ARTIGO – O BRASIL EM DOIS TEMPOS





Não tenho dúvidas e, obviamente, o leitor racional e ponderado também não tem, de que os efeitos danosos de uma crise econômica atingem a todos com profundidade, ferindo no cerne às famílias cujas responsabilidades são muito grandes para prover o alimento, a saúde, a educação dos filhos, o vestuário, o transporte e outros custos mais do dia a dia, e, às vezes, tendo como renda familiar apenas um ou dois salários mínimos...! Aí, sim, pode-se afirmar, que não precisa ir à Igreja para ver milagres porque eles acontecem, diariamente, dentro do próprio lar de cada trabalhador brasileiro...!

Essa realidade vivida por milhões de brasileiros, torna-se mais grave e dolorosa quando se ouve notícias de demissões de trabalhadores, outros mais que choram durante entrevistas porque aos 50 anos de idade se encontram há meses à procura de emprego e não acham. Os setores produtivos, estão sinalizando redução no nível de produção face queda nas vendas. Tudo isso é sintomático de que a recessão econômica já é uma realidade ou que vivemos o equívoco de um recente conto de fadas, iludidos por uma propaganda oficial enganosa sobre números otimistas, mas não verdadeiros! O Ministro da Fazenda atual considerou “grosseria e brincadeira” certas práticas econômicas adotadas na gestão anterior da própria Presidente, o que demonstra certo desencontro de princípios econômicos entre os dois Ministros, ou seja, entre eles mesmos.

O que mais desencanta o brasileiro, é ver que os políticos e administradores que o povo elege, em todos os níveis, parece que vivem numa outra galáxia e de lá do alto, curtem as benesses de um Brasil Galáctico diferente, onde há abundância de recursos oriundos dos tributos que o povo do Brasil Terráqueo paga, e assim eles gastam como querem, sem limites: deslocam-se no Boeing oficial em comitiva presidencial para inaugurar obras que bastavam estar presentes o Governador do Estado e o Presidente da Assembleia Legislativa, ou o Prefeito e seus Vereadores, nunca a Presidência da República ou Ministros, mas o objetivo de alavancar imagens de partidários é maior; e tem ainda o injustificável, que são as centenas de voos de parlamentares que usam os aviões da Força Aérea em deslocamentos entre os Estados, num acintoso abuso; o presidente do Senado, Renan Calheiros, por exemplo, utilizou aeronave oficial para fazer o seu implante de cabelo em 15 e 16.06.2013, de Brasília para Maceió-AL e em seguida a Porto Seguro-BA, o que foi considerado pelo Ministério Público como improbidade administrativa, que é a penalidade e o conceito jurídico que bem define os desatinos que são cometidos na vida pública.

O povo sofre para ajustar os seus gastos ao orçamento familiar, mas os gestores públicos não reduzem as suas despesas administrativas e nem com pessoal. Mesmo diante dessa crise, não foi reduzido nenhum Ministério dos 39 existentes e nenhuma das 10 Secretarias com status de Ministério, o que significa, a rigor, que temos 49 Ministérios, num modelo de puro empreguismo nocivo à administração federal...! Como os cargos são utilizados para as barganhas com a base política, há Ministros que sequer são convidados pela Presidente para reuniões administrativas, pela inutilidade que representam na equipe.

Em meio a tudo isso, percebe-se que há um descompasso entre a realidade do momento e as decisões adotadas pelos Poderes Executivo e Legislativo, uma vez que o que mais se vê, atualmente, são iniciativas que aumentam as despesas do orçamento público. Vale relembrar: a Mesa da Câmara dos Deputados resolveu custear as despesas com passagens aéreas de cônjuges dos parlamentares (como a indignação geral foi intensa, o Presidente da Câmara já voltou atrás na sua decisão); também os seus salários foram aumentados; a Assembleia Legislativa da Bahia aumentou os salários dos seus deputados, do Governador, Vice-Governador e Secretários na virada do ano de 2014; aprovou que os ex-governadores passarão a ter serviços de motorista e segurança para todo o sempre (amém...!); e, ainda, aprovou o salário vitalício (!) para todos os ex-governadores que tenham cumprido quatro anos de mandato! Apenas quatro aninhos de governo e uma folgada aposentadoria...! É ou não, caro leitor, uma indecência? Daí, volta a pergunta que não quer calar: alguém acredita que esses políticos e autoridades são mesmo desse nosso Brasil Terráqueo ou do Brasil Galáctico, que estão lá em cima na estratosfera e apenas durante as eleições descem até aqui?

O conjunto de tudo isso afeta profundamente a sensibilidade das pessoas... Tanto é verdade, que temos presenciado em filas de bancos e loterias, principalmente, desabafos de brasileiros com expressões até mesmo pouco elegantes com a nossa pátria, cujas manifestações evidenciam um estado de espírito de revolta, tristeza e total descrédito no discurso que ouvem. Nenhuma medida oficial encontrará apoio e acolhimento da população, se não houver atitudes coerentes e responsáveis que demonstrem uma intenção verdadeira de mudança dos rumos atuais. Todavia, qualquer tentativa de reversão desse quadro com predominância das ambições pessoais ou dos interesses partidários, não importa se dos que estão no governo ou na oposição, simplesmente confirma ser verdadeira a afirmativa de que “são todos farinha do mesmo saco”, como repete sempre um amigo meu, filósofo piauiense.


Autor:   Adm.  Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Salvador – BA.

Fotos do 7º Festival do Umbu




















terça-feira, 10 de março de 2015

Caprinovinocultura e caatinga são temas abordados em mesa redonda no 7º Festival do Umbu





Acontece neste momento no 7º Festival do Umbu, em Uauá, mais um momento de formação, desta vez uma mesa redonda discutindo a caprinovinocultura, uso sustentável da caatinga, assim como as tecnologias sociais para o semiárido. A mesa foi composta por representantes dos agricultores familiares, Coopercuc, organizações e poder público, onde todos puderam contar suas experiências dentro dostemas abordados.


Luiz Alberto Brito – Luiz do Berro – especialista em caprinos e ovinos,falou sobre as raças adequadas ou adaptáveis para a região do semiárido. Ele fez a defesa para que os agricultores familiares deem continuidade às raças criadas na região. Para isso, sugeriu o cruzamento entre o rebanho da mesma raça o que permitiria uma criação com baixo custo. “ Quando um agricultor familiar tenta trazer uma raça de cabra ou ovelha que não é adequada à nossa região, esse animal demandará uma alimentação específica , compra de rações e até medicamentos mais caros. Os caprinos que temos aqui, se alimentam da própria caatinga, e sim o agricultor gastará muito menos com a criação”, afirmou.

O agricultor familiar, Alcides Peixinho e o técnico e cooperado da Coopercuc, Egídio Trindade destacaram as suas experiências com o uso sustentável da caatinga. Cícero Félix, diretor do Irpaa, falou sobre as potencialidades e transformações promovidas pelas tecnologias sociais na vida dos agricultores familiares. Ele fez o retrospecto sobre a última grande seca, quando milhares de nordestinos morreram e hoje, mesmo com a grande estiagem não há casos de morte por falta de água. “Nos últimos 20 anos, as organizações implementaram mais de um milhão de tecnologias sociais de armazenamento de água de chuva. Nós conseguimos evitar a morte de centenas de milhares de pessoas na nossa região”, declarou.

Também estiveram presentes os presidentes da Cooperbode, Robson Rodrigues, o Presidente da Aucco, Jerônimo Ribeiro, o secretário municipal de Desenvolvimento de Curaçá, Luiz Barros. Na ocasião também foi apresentado ao público a Diretoria da Cooperbode.
Ascom 7º Festival do Umbu

segunda-feira, 2 de março de 2015

Gasolina x Cerveja na linha do tempo




Então, de uns tempos pra cá deixei a caneta de lado, estava noutras ondas(...) mas o bla-bla-bla... da superficialidade que todos nós temos em 3 minutos de desabafo quando sobem os preços me inspirou para voltar a escrever. Como sugere o título vou aludir a alta da gasolina com a da cerveja. Aqui em Uauá na minha época de adolescente, lá na ‘discoteca do Careca’ acho que ‘Brilho do sol’ se não me engano conheci a cerveja Antártica. Eu  e os meus primos Xique-xique, Olímpio, Waguinho, Sérgio, Aroldo, André, Evanildo, entre outros passávamos as tardes das feiras paquerando as minas por lá, e aja ‘breja’. De lá pra o Bar de Tenente, Neguinho, Finado Minininho e a ‘saideira’ em Bem-te-vi. Naquele tempo ninguém tinha moto, muito menos moto, a galera andava de ‘bike’. Era ‘ralação’ ‘tá ligado’!? Quem não curtia bicicleta andava à cavalo, jegue, burro ou à pé mesmo. A relação homem gasolina na terra dos vagalumes era pra pessoas de maior condição financeira, éramos jovens advindos de uma recente democratização política, onde a concentração de venda no país nos ‘rendia’ míseros reais de bicos em trabalho braçal ou da labuta em nossas fazendas.

Contemporaneizando ao nosso tempo, hoje continuo indo aos bares pra ‘azarar’ as ‘gatinhas’, mas muita coisa mudou, meus primos estão todos casados, tem filhos, esposas, quase todos eles tem um carro ou dois e uma ou duas motos, quando não suas esposas também tem um carro e uma moto. As vezes até seus filhos. E o careca agora tem restaurante e pousada, agente não tem mais discoteca, só quem ‘curte’ o Brida’s que não é o meu caso, eu gosto mais do Toque de Zabumba, é mais da minha ‘vibe’. Sem delongas, voltando ao foco, a realidade hoje é outra. Um litro de cerveja das comuns, ‘mijo de gato’ skol, brama... e lá vai, está saindo entre 10 e 12 reais. Um litro de gasolina sai por 3,50 reais. Naquela época não lembro do preço da gasolina, mais como tenho um ‘pc’ com ‘net’ fui pesquisar e...(um litro de gasolina custava 0,53 centavos em 1995, em 2002 foi pra 2,19 e agora está em 3,50 centavos...) – (...um litro de cerveja em 1995 custa 1,20 reais, em 2002 foi pra 3,00 reais e agora em alguns locais de nossa cidade não sai por menos de 12,00 três vezes mais cara que a gasolina. A diferença é que gostamos de beber e ‘andar’ de carro com um paredão estourando a ‘boca do balão’. A diferença é que o nosso salário de hoje dá pra beber e ainda pagar nem que seja uma moto ‘poquemom’ trazida de São Paulo. Em 1995 o salario mínimo era de R$ 100,00 reais dava pra 120 cervejas geladinhas, ou uns 100 litros de ‘gasosa’. Hoje da pra comprar 60 litros de cerveja e 206 litros de gasolina. Uma “deferência” do ‘caralho’. Mas hoje não temos tempo pra andar medindo o tempo nem os preços, nem muita coisa. O importante é sabermos que a gasolina subiu e é culpa da nossa ‘brodinha’ Dilma. Ou não!?

Passa o tempo e os primos vão embora, ficam os becos e as ‘minas’ pra gente ‘descola’. Alguém que tem curiosidade ainda encontra entrelinhas e não se deixa levar por opiniões rasas e supérfluas. Mas, acho a maioria não se interessa em investigar, gosta de notícia “mastigada na boca”. Igual filhote de passarinho.

Eu ainda bebo cerveja, é obvio, mas estou pensando seriamente em começar uma produção artesanal, já a gasolina vou dividir as despejas com uma ‘magrela’.

Por Robson Rodrigues
jornalmatuto@hotmail.com


            

Participe dos concursos culturais no Festival de Umbu


Saiu o edital dos concursos culturais realizados no Festival de Umbu, são duas modalidades: pintura em tela e literatura de cordel. Mais informações no site:

O festival regional do umbu, acontecerá nos dias 6 e 7 de março, em Uauá-BA, e é realizado pela cooperativa de agricultores (as) familiares de Curaçá, Uauá e Canudos